sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quem precisa de um amor? (Temática)

quem diga que não existe amor à primeira vista. Há também quem diga que o que vale é a beleza interior. Há ainda aqueles que se contentam com um romance. Bem, as pessoas procuram um amor. E no meu caso, sempre soube quem amaria no primeiro olhar. E também sempre admirei aquela camadinha externa que provoca alvoroço interior.
 
É claro que tudo isso não poderia terminar diferente: ao invés de um amor passivo, sempre convivi com o sentimento arrebatador de uma paixão. Ao menos foi assim até que a adolescência acabou.
 
Felizes éramos nós, garotas e garotos, na época em que os hormônios moviam nossos atos. Os amores eram tão intensos que pareciam eternos e os fi nais tão dramáticos que pareciam... de fato o final. De sua própria existência.

Depois de um tempo, porém, achei que seria melhor não me deixar levar pela emoção. O resultado foi o mesmo: acabou. Hoje, o trabalho ganha a cama, a simpatia vence a atração e nós passamos a procurar um parceiro que transmita segurança, ao invés de falta de ar. É por essas e outras que me sinto envelhecer. Acomodar-se não deveria ser permitido.

Nem mesmo a rotina. E não é apenas a rotina dos amores, mas a rotina do dia a dia, da família, dos amigos.
Embora seja a intensidade dos sentimentos a causadora de uma barreira visível, ela me faz falta – por favor, digam que a vocês também. Acordar pensando nele, sorrir sem motivo, admitir para si mesmo a cada dia que ele é o homem mais lindo do planeta. São sintomas de uma paixão adolescente que, assim como a criança que nunca deveria morrer em nós, também deveria se eternizar.
 
Em uma época em que o ‘amor está no ar’, quem está acompanhado procura formas de surpreender. Quem está solteiro...
 
Bem, eu torço para que o dia 12 de junho caia no meio da semana, quando o trabalho me deixará tão exausta a ponto de agradecer por não ter um encontro a dois. Mas, como viver de extremos é o meu dilema - e como também nunca acreditei em amores eternos -, continuo aguardando e esperando que a qualquer momento os sinos toquem. Tão loucamente que não seja mais possível aguentar. E nem mesmo negar que o Dia dos Namorados é mesmo uma data a se comemorar.

(Crônica publicada na Revista Exemplo® Variedades. Autor: Ana Carolina Lahr)

0 comentários:

INSPIRAÇÃO

INSPIRAÇÃO
"A jornalista"